Aveiro
Á volta de uma igreja consagrada a S. Miguel, no séc. XIII, crescia uma pequena vila, que, em 1759, foi elevada a cidade, por D. José I. A 1774, a cidade tornou-se diocese, por ordem do papa Clemente XIV.
Hoje, Aveiro, à beira mar plantada, ou no meio da ria plantada, é uma cidade de água e de vida. Terra dos moliceiros, de pescadores e de sal, cedo ganhou importância no país. Hoje, da actividade marítima tradicional pouco restou, as salinas estão quase todas abandonadas e dos tempos do mar ficam as histórias e as saudades. Hoje é uma cidade, com as suas próprias características e marcas do passado, mas adaptada ao futuro. Cresceram algumas indústrias, prédios e, claro, as grandes superfícies. A Universidade, já considerada uma das melhores do país, é uma mais valia para a cidade, injectando-lhe uma grande dose de energia e movimento.
Chegado à cidade de mapa na mão, ou sem ele (a cidade não é assim tão grande), vindo de comboio, pode-se começar a descoberta pela estação. Dotada de magníficos painéis de azulejos, faz já adivinhar que a cidade é uma das mais representativas do azulejo português.
Deambulando pelas ruas, vai-se encontrando marcos históricos, igrejas, um museu, uma casa antiga…
Muitos dos monumentos que se podem encontrar em Aveiro são Igrejas:
A Capela da Madre de Deus, do séc. XVII, A Capela de Nossa Senhora da Alegria, A Igreja da Misericórdia.
Damos, contudo, destaque a alguns pontos que consideramos obrigatórios para quem vai a Aveiro.
A Capela de S. Gonçalinho, construída em 1714, merece destaque pelo facto de em honra do seu santo se realizar, todos os anos, uma das festas mais características de Aveiro. Atiram-se quilos de cavacas para o público, como forma de pagar promessas, cumpre-se o ritual da entrega do ramo, festejam-se, com a dança dos mancos, em homenagem a S.Gonçalinho.
Museu e Sé
O Convento de Jesus, edificado no séc. XV, acolheu a infanta D. Joana, filha de D. Afonso V, até à sua morte. A infanta viria a ser beatificada em 1673, sendo conhecida como Santa Joana Princesa.
Esta personagem real da nossa história foi importante para Aveiro, atraindo atenções para a cidade. Hoje o Convento conserva ainda o claustro inicial e algumas marcas da primeira construção, mas a fachada é do séc. XVIII, a capela-mor da Igreja do séc. XVI e o túmulo de Santa Joana Princesa, que aqui se encontra, do séc. XVII. Nas paredes da Igreja encontramos seis telas representativas da vida da Princesa Santa.
Parque Municipal
Em 1911, foi fundado o Museu Stª Joana Princesa, que ocupa as dependências do Convento de Jesus, acolhe peças de arte sacra provenientes de diversos pontos do país e do próprio Convento de Jesus. Aqui se encontram sumptuosas peças provenientes da escola de bordadeiras que aí existia no séc. XVII e XVIII. Possui colecções de pintura, escultura, talha, ourivesaria, mobiliário, azulejaria e paramentaria que merecem um olhar dos visitantes.
Mas Aveiro não se fica por aqui, aconselho um olhar mais demorado pelos edifícios Arte Nova que se distribuem pela cidade, uma passagem pela Fábrica Jerónimo Pereira Campos, agora centro cultural da cidade, uma passeio pelo Jardim e Parque Municipal D. Pedro, e claro uma paragem no que mais caracteriza Aveiro – o Mercado do Peixe, a Industria Artesanal de Sal, a Ria.
Parque Municipal
Texto retirado de : http://www.icicom.up.pt/blog/rosadosventos/2004/10/28/aveiro.html
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